EDUARDO ESCOREL

“Imagens do Estado Novo 1937-45 é a continuação natural da série iniciada em 1990 com ‘1930, Tempo de revolução’, e que teve sequência com dois outros documentários: ‘32-A guerra civil (1993)’ e ‘35-O assalto ao poder (1995-2003)’. Quando ‘1930, Tempo de revolução’ foi exibido na televisão aberta, em dezembro de 1990, surgiu a ideia de fazer uma série que abarcasse o período que vai da Revolução de 1930 ao fim do regime militar, em 1985, na busca de entender o papel dos militares e o que levou ao golpe de abril de 1964”.

 

Seu primeiro contato com a atividade cinematográfica foi aos 17 anos de idade, em 1962, durante o curso ministrado pelo cineasta sueco Arne Sucksdorff. Em 1965, trabalhou pela primeira vez como assistente de direção no filme “O padre e a moça”, de Joaquim Pedro de Andrade. Filme que ele também montou. Mas foi a partir de “Terra em transe” (1966), de Glauber Rocha, que Eduardo Escorel passou a ser reconhecido como o montador do Cinema Novo. Como diretor, após “Betânia bem de perto” (1966), documentário dirigido em parceria com Júlio Bressane, realizou diversos filmes de ficção. Por “Lição de amor” (1975) recebeu, entre outros, o prêmio de melhor diretor no IV Festival de Gramado. Em 1990, voltou a dirigir documentários, “1930 - Tempo de revolução” (1990), deu início à série que interroga esse período da história do Brasil a partir do uso de imagens de arquivo. 

Cláudio Kahns

Há mais de 30 anos atuando no cinema brasileiro, Cláudio realizou curadoria de mostras de cinema na França e no Brasil. Estudou na Ecole Pratique des Hautes Etudes, Université de Vincennes, Ecole des Beaux-Arts na França e na ECA-USP. Trabalhou como jornalista no caderno “Ilustrada” do jornal Folha de São Paulo e inaugurou a Tatu Filmes (www.tatufilmes.com.br/) em 1981 com mais 6 cineastas. Participou da produção de inúmeros curtas, documentários para televisões estrangeiras, filmes institucionais, vídeo-clips e longas-metragens. Entre seus trabalhos, destacam-se o curta metragem “O sonho não acabou” (1980), o média metragem “Santo e Jesus, metalúrgicos” (1983); e os longa metragens Janete de Chico Botelho e de André Klotzel, A Marvada Carne, premiado com 14 prêmios no Festival de Gramado e convidado de mais de 20 festivais internacionais. Produziu também Feliz Ano Velho (seis prêmios no Festival de Gramado) e O Judeu (1a coprodução entre Brasil e Portugal, Melhor Filme no Festival de Brasília e vencedor do 1o Prêmio HBO). Foi produtor executivo de Vera, que recebeu o prêmio de melhor atriz no festival de Berlim. Realizou várias coproduções internacionais de documentários, dentre elas Sobras em Obras, de Michel Favre; Kurt Masur, Uma Aventura Musical, de Amit Breur e  Papagaios Amarelos, de Emmanuelle de Riedmatten. Inspirado no programa Inside The Actors Studio, produziu e dirigiu a série Estúdio Brasil, com entrevistas de grandes atores e diretores brasileiros para a TV. Dirigiu os longas documentários Eu, Eu, Eu José Lewgoy e Mamonas prá Sempre. Mais recentemente produziu Imagens do Estado Novo 1937-45 de Eduardo Escorel. Foi também Presidente da ABD (Associação Brasileira de Documentaristas) e participou de vários júris de premiação em festivais e seleção de projetos para produção, tendo sido também Assessor Especial de Cinema na Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.  

Atualmente prepara alguns documentários e Tarsila, filme de ficção para cinema e TV, em co-produção com a Inglaterra.

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